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Pranchita   |  Avaliação   |   terça-feira, 9 de setembro de 2014

Potencial futuro é decisivo para calcular o valor de uma empresa

Poucos conseguem responder precisamente sobre o valor da própria empresa. O mais comum é incluir o que foi investido para abrir as portas com aluguel ou aquisição de equipamentos, treinamento de funcionários, gastos em marketing, software ou matéria-prima, além do aporte emocional do fundador, que dedicou tempo e conhecimento à atividade. Ainda que toda essa bagagem não possa ser desprezada, a conta não vai levar a uma resposta certa, compatível com as avaliações realizadas pelo mercado, para compra ou venda de novos negócios. “A avaliação é sempre feita pelo potencial futuro do empreendimento, que inclui ponderar os ativos, avaliar o mercado e identificar os riscos que podem impactar no crescimento”, explica o CEO da J. Malucelli Investimentos, Leonardo Deeke Boguszewski.

A avaliação de empresas – valuation, no jargão financeiro – é prática comum em gestões modernas e globalizadas, onde fusões e aquisições fazem parte da rotina para continuidade e expansão de negócios. Também é familiar a empresas que buscam financiamento de fundos de investimentos ou outros aportes, como investidores anjo ou participação no mercado de capitais. “O investidor precisa saber sobre o potencial futuro daquele negócio antes de aplicar recursos nele”, explica Augusto Muratori, representante da gestora de fundos Inseed Investimentos.

Modo de fazer

Incertezas no cenário pautam avaliações

O valor de uma empresa pode ser mensurado a partir de três passos iniciais. É preciso analisar transações semelhantes já realizadas no setor, em negociações com a mesma característica; observar o comportamento do mercado acionário de empresas do mesmo porte e atuação e a situação do fluxo de caixa. “Esses fatores são somados ao risco de investimento e o potencial de crescimento do negócio”, explica o CEO da J.Malucelli Investimentos, Leonardo Deeke Boguszewski.

Para o professor de valuation da New York University, o indiano Aswath Damodaran, as incertezas, ao mesmo tempo, atrapalham e orientam as avaliações empresariais. “A incerteza é um fato da vida, em todas as situações, e o ser humano não a trata de forma saudável. No valuation, ela pode ser a chave para o sucesso na orientação da métrica”, explica.

Damodaran dá aulas sobre o tema há quase 30 anos e é considerado um dos maiores especialistas da área no mundo. Convidado pela J.Malucelli, ele esteve em Curitiba ontem, quando falou para mais de 700 profissionais da área de negócios sobre as ferramentas que compõem a avaliação de empresas.

Outro ponto de atenção na hora de avaliar a empresa, destacado pelo professor, é o peso desmedido dado às palavras. Algumas são apêndices nos relatórios de patrimônio e devem ser descontadas, como “controle”, “sinergia”, “estratégia”, “marca”, “gestão” e “China”, para demonstrar o potencial de crescimento de determinado negócio. “Palavras não têm valor. O que pesa é o que aparece no fluxo de caixa e o que afeta o risco”, define.

Planejamento

Mesmo que vender a empresa para o Google ou colocar ações na bolsa de valores ainda não esteja no planejamento estratégico da empresa, o empreendedor pode usar a avaliação para balizar suas decisões. É essa análise que ajuda a corrigir a trajetória e sinaliza se o investimento está valendo a pena.

A revisão periódica do valor do negócio também é importante para otimizar recursos. Com uma avaliação adequada, o empresário tem condições de traçar planos mais assertivos. “A empresa ganha mais competividade, pois se tem uma ótica clara da situação econômica e financeira e reduz o comprometimento futuro, como no caso de um empréstimo, que pode ser menor do que o imaginado quando a conta é feita sem critérios técnicos”, diz o executivo da J. Malucelli.

Mudanças de operações e alteração de contratos também são ações orientadas pela ferramenta de avaliação. É quando o empresário identifica e qualifica as oportunidades. “A expertise no negócio não garante o sucesso da empresa. Ele precisa ter um suporte na gestão financeira também. Empresas que fabricavam cartões de telefone público, por exemplo: se não mudassem a operação para produção e venda de chips, seriam fechadas”, completa Boguszewski.

Fonte: Gazeta do Povo

 



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