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Vitorino   |  Cinema   |   quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Cativas - Presas pelo Coração

O filme Cativas – Presas Pelo Coração mostra como o amor pode superar os limites impostos pelas grades de uma prisão. Neste documentário de longa-metragem, a diretora Joana Nin retrata uma característica da vida penitenciária no Brasil, mas do ponto de vista de quem convive (mesmo que em breves visitas semanais) com os detentos. São sete mulheres, com histórias diferentes, mas que trazem em comum a perseverança, a dedicação e muita esperança de um dia constituir uma família do lado de fora do presídio. O filme estreia em Curitiba nos cinemas do circuito CinePlus — a exibição em outras cidades está em negociação.

Cativas – Presas Pelo Coração é a extensão de um trabalho anterior de Joana Nin. Em 2005, ela lançou o curta-metragem Visita Íntima, justamente sobre mulheres apaixonadas por presidiários. O documentário foi exibido em mais de 40 festivais em 12 países e conquistou 21 prêmios, incluindo Melhor Curta-metragem Brasileiro no Tudo Verdade 2006 e um Kikito em Gramado. Diante de tal repercussão, continuou-se a pesquisa, que se estendeu por 12 anos (somando-se também o tempo dedicado ao curta), acompanhando diversos casais, até chegar aos personagens do longa-metragem, que tem como protagonistas sete mulheres, que se mantém cativas em nome do amor.

São pessoas sensíveis, íntegras e dedicadas aos relacionamentos. Andrea escolhe seu vestido de noiva. Kamila luta por cinco meses até conseguir os documentos e ser autorizada a visitar o namorado na cadeia. Simone sofre com o companheiro viciado em crack. Eliane trabalhava no conselho tutelar quando se apaixonou por um menino de 14 anos de idade, 22 anos mais novo que ela, e largou marido e filhos para fugir com ele. Malu reencontrou o pai de sua filha dez anos depois e casou-se com ele, mas agora não pode viver ao lado do marido. Camila não pode vivenciar sua gravidez ao lado do pai do bebê. Cida sofreu uma séria desilusão com o homem por quem era apaixonada. São diferentes fases de romances. Estas histórias até poderiam soar comuns, mas neste longa-metragem elas têm enfoques diferenciados e ganham mais força devido ao contexto de restrições. O filme não só tem predominância feminina em suas imagens, mas também em toda sua produção, visto que boa parte de sua equipe é composta por mulheres — entre elas, a própria diretora, produtora e roteirista Joana Nin e a montadora Jordana Berg, montadora dos filmes de Eduardo Coutinho desde O Santo Forte (1999) até o derradeiro Últimas Conversas (2014), terminado após a sua morte.

Foram usadas como guia as cartas carinhosamente decoradas que os casais trocam. Notavelmente, as dos homens são mais caprichadas em matéria de desenhos e cores. Uma ideia comovente de romantismo popular emana dessa correspondência, assim como das músicas que as preferências das próprias personagens sugeriram para a trilha sonora — um mix com composições do curitibano Cesar Mattos e a balada romântica mais consagrada de Márcio Greyck, Impossível Acreditar que Perdi Você, em sua gravação original. Cativas – Presas Pelo Coração lança um olhar afetuoso sobre um ambiente pouco agradável e também aponta certos aspectos do sistema penal, que não costuma valorizar o papel da família na recuperação dos presos. Por extensão, se dirige aos preconceitos com que a sociedade costuma ver o amor entre mulheres livres e homens encarcerados.

Assim como ocorreu no curta Visita Íntima, Cativas – Presas Pelo Coração também percorreu uma trajetória de festivais e mostras, conquistando diversas premiações antes de estrear nos cinemas. Recebeu menção honrosa pelo júri oficial Festival do Rio 2013, fez parte da seleção oficial do Stockholm Film Festival 2014 (na Suécia), foi exibido do Première Brasil Berlim 2014 (na Alemanha), entre outros. O filme é uma produção da Sambaqui Cultural em coprodução com o Canal GNT e foi viabilizado com patrocínio da Sanepar via Conta Cultura, edital de fomento estadual. A distribuição é da Moro Filmes.

Fonte: Bem Paraná

 



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